ORI AND THE BLIND FOREST – ANÁLISE

Ori and the Blind Forest é um videojogo de plataforma 2D com foco na progressão, exploração e resolução de quebra-cabeças.

 Destaca-se pela direção artística deslumbrante, banda sonora marcante e um bom nível de desafio, sobretudo, na movimentação entre plataformas. É uma experiência que aposta mais na fluidez da jogabilidade do que em mecânicas complexas.

Desenvolvedora: Moon Studios

Editora: Xbox Game Studios

Género: Metroidvania, Plataforma, Aventura

Plataformas: PC, Xbox One, Xbox Series S/X, Nintendo Switch

Ano de Lançamento: 2015

História

 Ori é um espírito guardião da floresta que, ainda em pequeno, se separa da sua figura maternal após uma catástrofe devastar o seu lar.

 Com o passar dos anos, essa calamidade continua a afetar a floresta, e cabe agora a Ori restaurar o equilíbrio daquilo que um dia foi o seu lar.

 A narrativa é simples e quase sem diálogos. A história é contada principalmente através de animações detalhadas, do cenário e da emocionante banda sonora. O jogo aborda temas como perda, redenção e esperança de forma impactante e emocional.

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Fonte:Moon Studios

Jogabilidade

 A jogabilidade está dividida em quatro pilares principais: progressão, exploração, movimentação e combate.

Progressão e Exploração

 Sendo um metroidvania, Ori and the Blind Forest aposta numa progressão constante e numa exploração bem estruturada.

 Os cenários são construídos de forma a incentivar a curiosidade. Ao longo da aventura encontramos áreas inacessíveis, caminhos alternativos e vários segredos espalhados pelo mapa. Há sempre algo escondido, melhorias de vida, energia ou novas rotas que tornam a exploração recompensadora.

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Fonte: Moon Studios

 À medida que desbloqueamos novas habilidades podemos regressar a zonas anteriormente inacessíveis e avançar na história e explorar.

 Existe ainda um sistema de melhorias que permite investir em vida, energia, dano e defesa, reforçando a sensação de progressão.

Movimentação

 O mapa é vasto, tanto na horizontal como na vertical, e por isso o sistema de movimentação é extremamente fluido.

 Habilidades como salto duplo, escalada e impulso abrem novas possibilidades e alteram a forma como percorremos o cenário.

 A história inclui algumas sequências de fuga, e esses, são dos momentos mais intensos do jogo. Exigem timing, precisão e memorização do jogador, proporcionando alguns dos desafios mais difíceis e memoráveis da experiência.

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Fonte: Moon Studios

Combate

 O combate cumpre o seu papel, mas não é o grande destaque.

 É relativamente simples, com ataques automáticos e algumas habilidades especiais como projéteis e ataques que causam dano em área. 

 Existem batalhas contra bosses, mas o sistema não apresenta grande profundidade quando comparado com outros jogos do género.

Visual e Ambientação

 O visual é um dos maiores destaques do jogo.

 A utilização de cores vibrantes, iluminação dinâmica e animações fluidas cria um dos jogos 2D mais impressionantes visualmente.

 O mapa está dividido em várias áreas, cada uma com biomas distintos, paletas de cores próprias e inimigos característicos.

 As animações são detalhadas e expressivas, permitindo criar uma forte ligação emocional com as personagens.

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Fonte: Moon Studios
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Fonte: Moon Studios

Som e Banda Sonora

 A banda sonora foi composta por Gareth Coker e é, sem dúvida, o elemento mais marcante da experiência.

 A música é orquestral e emotiva, acompanha-nos ao longo de toda a jornada. Os temas são suaves nos momentos de calma e ganham intensidade quando a tensão aumenta.

 O design sonoro também contribui para a imersão. O vento entre as árvores, o eco nas cavernas, os passos de Ori e os efeitos das habilidades, são detalhes sonoros que tornam o mundo vivo.

 A sintonia entre ambiente e música cria momentos verdadeiramente memoráveis.

 Um dos temas mais marcantes é Light of Nibel, que se tornou emblemático para muitos jogadores.

Considerações Finais

 Ori and the Blind Forest é uma experiência marcante.

 O seu visual vibrante, a banda sonora orquestral e a jogabilidade fluida tornam-no num jogo memorável. Além disso, é uma excelente porta de entrada para quem quer iniciar-se no género metroidvania.

 Não se destaca pelo combate, mas compensa com emoção, ritmo e direção artística.

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NOTA

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AUTOR

Jordão Alves

 Os videojogos fazem parte da minha vida, não apenas como entretenimento, mas como experiências capazes de transmitir emoções e contar histórias memoráveis.

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