Além de guiar e contar uma história, os cenários dos jogos, também refletem a emoção e o significado dela.
O exemplo perfeito para isso é Shadow of the Colossus.
Lançado originalmente para a PlayStation2 e posteriormente remasterizado para a PlayStation4, Shadow of the Colossus é um jogo de ação e aventura, onde controlamos Wander, um rapaz que tem como objetivo trazer a jovem Mono de volta à vida. Para isso terá de enfrentar 16 criaturas colossais, nas chamadas “Terras Proibidas”, um mundo vasto e isolado da civilização.
Sem inimigos menores ou NPCs, o mundo é vazio, solitário e cheio de mistérios. Ruínas de uma civilização antiga, templos antigos, vastas planícies. São cenários que parecem fazer parte de um grande quebra-cabeças, fazem-nos perguntar: “Quem viveu aqui?”, “O que aconteceu?“, “Porquê é que esta região foi proibida?”.
No entanto, esse vazio e mistério não são por acaso.
O cenário faz-nos sentir sozinhos, perdidos numa longa jornada à procura de respostas, e isso reflete a solidão e o peso da responsabilidade do Wander.
Enquanto caminha em direção ao próximo Colosso, por entre a imensidão do cenário, um silêncio toma conta do ambiente, fazendo-nos refletir as ações do protagonista.
Desta forma, o estado emocional do Wander é refletido no jogador através do cenário e ambientação.





