FINAL FANTASY VII REBIRTH – ANÁLISE

 Final Fantasy VII Rebirth é a segunda parte da nova versão do clássico de 1997, originalmente desenvolvido pela SquareSoft (atual Square Enix).

 O jogo é uma sequência sólida, evoluindo tudo o que o seu antecessor tinha de bom e melhorando vários dos seus pontos fracos.

 Se a primeira parte já me conquistou, a sequência elevou a experiência a outro nível, tornando-se facilmente um dos meus videojogos favoritos de sempre.

Desenvolvedora: Square Enix

Editora: Square Enix

Género: RPG, Ação e Aventura

Plataformas e Ano de Lançamento: PlayStation 5 (2024), PC (2025), Xbox Series S/X e Nintendo Switch 2 (Junho de 2026)

HISTÓRIA

 A história é a continuação direta de Final Fantasy VII Remake. Cloud Strife e o seu grupo, após fugirem de Midgar, partem em perseguição do ex-SOLDIER Sephiroth. A jornada leva-nos a explorar novas regiões do planeta, conhecer melhor este mundo e enfrentar novos desafios.

 As personagens continuam a ser a alma da narrativa. Ao longo da história, há vários momentos que desenvolvem a relação entre o grupo, assim como outros que aprofundam o passado de cada um, criando uma forte ligação emocional.

 Além disso, juntam-se novos aliados, como Yuffie Kisaragi e Cait Sith, que enriquecem o universo do jogo e trazem novas perspetivas acerca daquele mundo.

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Fonte: Square Enix
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Fonte: Square Enix
JOGABILIDADE

 A jogabilidade está dividida em quatro pilares principais: combate, progressão, exploração e minijogos.

COMBATE

 O combate mantém a base do primeiro jogo, combinando ação em tempo real com estratégia através da barra ATB, que permite utilizar magias, itens e habilidades.

 Continua rápido, fluido e bastante satisfatório. Foram adicionadas novas matérias, armas e habilidades combinadas, que reforçam a cooperação entre as personagens e tornam os confrontos mais dinâmicos.

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Fonte: Square Enix

A possibilidade de alternar entre personagens em tempo real contribui para essa dinâmica, incentivando a adaptação constante a cada situação.

 O número de personagens jogáveis também foi expandido, cada uma com o seu estilo de combate. Podemos formar equipas de até três elementos, o que incentiva a experimentar diferentes estratégias e escolher aquela que se encaixa melhor ao nosso estilo.

 A grande variedade de inimigos e bosses obriga o jogador a ajustar constantemente a sua abordagem, evitando que os combates se tornem repetitivos.

 No geral, o combate representa uma evolução sólida, conseguindo equilibrar ação e estratégia de forma eficaz.

PROGRESSÃO

 A progressão segue o modelo clássico dos RPG: ganhamos experiência, subimos de nível e melhoramos atributos como vida, ataque e defesa.

 As matérias e armas evoluem com o uso, incentivando a experimentar diferentes combinações e estilos de jogo. Este sistema oferece um bom nível de personalização, permitindo adaptar cada personagem a diferentes funções dentro da equipa, seja ofensiva, defensiva ou de suporte.

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Fonte: Square Enix

 Existe também um sistema adicional de melhorias que permite desbloquear habilidades únicas e combinações entre personagens.

 A progressão está diretamente ligada ao combate, recompensa o jogador que explora e domina as várias mecânicas, matérias e armas disponíveis.

EXPLORAÇÃO

 A exploração é o elemento que mais evoluiu em relação a Final Fantasy VII Remake. Agora, o jogo apresenta áreas abertas, com diferentes biomas e inimigos, permitindo explorar ao nosso ritmo.

 Ao longo da aventura, encontramos missões secundárias mais variadas e bem integradas, que ajudam a desenvolver o mundo e as personagens. A exploração é constantemente recompensada, através de itens, equipamentos e recursos, que contribuem para a nossa progressão.

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Fonte: Square Enix

 Além disso, foram adicionadas mecânicas de mobilidade, que tornam a navegação mais fluida e reforçam a sensação de liberdade.

 A progressão e exploração funcionam em conjunto de forma eficaz e incentivam o jogador a investir tempo no mundo do jogo.

MINIJOGOS

 Os minijogos são uma das grandes surpresas desta sequência. Estão espalhados por todo o mundo e existe uma grande variedade deles, desde desafios simples a experiências mais complexas. Todos eles são bastante divertidos e recompensadores.

 O grande destaque vai para o Queen’s Blood, um minijogo de cartas que exige bastante estratégia. Apesar de simples à primeira vista, é extremamente viciante e poderia facilmente funcionar como um jogo independente.

 No geral, os minijogos funcionam muito bem e ajudam a quebrar um pouco o ritmo da aventura e a diversificar a experiência.

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Fonte: Square Enix
VISUAL E AMBIENTAÇÃO

 O visual apresenta uma evolução clara face a Final Fantasy VII Remake.

 Os cenários são mais vastos e variados, com regiões distintas como desertos, florestas e zonas urbanas, cada uma com identidade própria.

 Cada região transmite a sensação de um local cheio de vida, com elementos que nos fazem imergir naquele mundo e a dão credibilidade ao ambiente.

 Mais do que um simples elemento visual, os cenários ajudam a contar a história através de pequenos detalhes que enriquecem a narrativa.

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Fonte: Square Enix

 Os modelos das personagens são detalhados e visualmente impressionantes. As expressões faciais estão bem trabalhadas, transmitindo emoções de forma natural e reforçando o impacto dos momentos mais importantes. Mesmo em silêncio, conseguem expressar claramente o que sentem.

 No geral, o jogo destaca-se pela sua forte componente visual e pela capacidade de criar um mundo envolvente e memorável.

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Fonte: Square Enix
SOM E BANDA SONORA

 O som e a banda sonora continuam a ser dos pontos mais fortes de Final Fantasy VII Rebirth.

 Os sons ambiente variam consoante as regiões, ajudam a criar a um mundo vivo e reforçam a identidade de cada área.

 A banda sonora é absolutamente memorável. Nobuo Uematsu regressa com um trabalho de grande qualidade, onde os temas adaptam-se dinamicamente a cada situação, acompanhando o ritmo da aventura e intensificando os momentos mais marcantes.

 A variedade musical é outro dos destaques, cada região e minijogo apresenta temas próprios, evitando a repetição e dando ainda mais personalidade à experiência.

 Uma das faixas que mais se destacou foi No Promises to Keep, interpretada pela incrível Loren Allred. Trata-se de um tema original que transmite de forma eficaz a mensagem da narrativa.

 O trabalho de som e banda sonora elevam significativamente a experiência, e por isso, são um dos pilares que dão identidade ao jogo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Final Fantasy VII Rebirth é uma excelente sequência, que melhora praticamente todos os aspetos do jogo anterior.

 Com personagens cativantes, combate dinâmico, uma banda sonora memorável e uma enorme variedade de conteúdos, consegue oferecer uma experiência completa e envolvente.

 Entra facilmente na lista dos meus jogos favoritos de sempre e deixa grandes expectativas para o último capítulo desta franquia.

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EXCELENTE

PONTOS FORTES

Exploração e missões secundárias recompensadoras

Grande variedade de conteúdo

Evolução do combate e da progressão

PONTOS FRACOS

X A exploração pode tornar-se repetitiva em alguns momentos

X O final pode ser confuso para alguns jogadores

E tu, já jogaste Final Fantasy VII Rebirth?

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AUTOR

Jordão Alves

 Os videojogos fazem parte da minha vida, não apenas como entretenimento, mas como experiências capazes de transmitir emoções e contar histórias memoráveis.

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