FINAL FANTASY VII REMAKE – ANÁLISE

 Final Fantasy VII foi lançado originalmente em 1997 pela SquareSoft (hoje conhecida como Square Enix) para a primeira PlayStation. O jogo foi aclamado pela crítica e tornou-se rapidamente num dos videojogos mais marcantes da história.

 Anos mais tarde, este grande clássico seria recriado do zero e dividido em três partes (uma decisão que, na minha opinião, só prejudica a indústria e os jogadores, mas não é sobre isso que quero falar aqui). 

 A primeira parte chegou em 2020 com Final Fantasy VII Remake.

 Foi através deste jogo que tive o meu primeiro contacto com este universo e com a série Final Fantasy. Acredito que também seja a porta de entrada para muitos jogadores, por isso aqui fica a minha análise.

Desenvolvedora: Square Enix

Editora: Square Enix

Plataformas e Ano de Lançamento: PlayStation 4, PC (2020), PlayStation 5 (2021), Xbox Series S/X e Nintendo Switch (2026)

Género: RPG, Ação e Aventura

HISTÓRIA

 Cada jogo numerado da série Final Fantasy conta uma história independente, passada num universo diferente. Por isso, não é necessário ter jogado outros títulos da série para compreender a narrativa.

 No universo de Final Fantasy VII Remake, a história decorre na cidade de Midgar, onde uma empresa chamada Shinra Electric Power Company utiliza Mako, a essência vital do planeta, como fonte de energia.

 Cloud Strife, um mercenário, junta-se ao grupo ecoterrorista AVALANCHE, que pretende travar os planos da Shinra.

 Ao mesmo tempo, Cloud é assombrado por visões de um antigo SOLDIER, Sephiroth, uma figura misteriosa que terá um papel muito importante ao longo da história.

 O remake expande bastante os acontecimentos em Midgar, que no jogo original, Final Fantasy VII, serviam apenas como introdução à aventura.

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Fonte: Square Enix

 Um dos maiores destaques do jogo são as personagens. Cada uma tem uma personalidade bem definida, um passado próprio e um estilo de combate diferente.

 Personagens como Tifa Lockhart, Barret Wallace, Aerith Gainsborough e RedXIII tornam a narrativa mais rica e ajudam a criar uma ligação emocional com o jogador.

 Essa diversidade é uma das razões pelas quais este jogo se torna tão marcante.

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Fonte: Square Enix
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Fonte: Square Enix
JOGABILIDADE

 A jogabilidade está dividida em dois pilares principais: combate e progressão.

COMBATE

 O sistema de combate mistura ação em tempo real com elementos clássicos de RPG.

 Durante as batalhas podemos realizar ataques leves e pesados, defender ou esquivar. Ao mesmo tempo, existe um elemento mais estratégico: a barra ATB.

 Esta barra vai carregando durante o combate e permite utilizar:

  • Magias
  • Itens
  • Habilidades
  • Ataques especiais

 Quando usamos a barra ATB, o jogo abranda temporariamente, permitindo escolher a ação de forma estratégica.

 Para quem prefere uma experiência mais rápida, é possível criar atalhos para estas ações, sem necessidade de “pausar” o combate.

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Fonte: Square Enix
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Fonte: Square Enix

 Ao longo da aventura podemos controlar diferentes personagens, cada uma com um estilo de combate distinto: combate corpo a corpo, ataques à distância ou foco em magia.

 Essa variedade mantém o combate sempre interessante e menos repetitivo.

 Tal como noutros jogos da série, também estão presentes as Invocações, criaturas poderosas que podem ser chamadas para ajudar durante as batalhas.

 No geral, o sistema de combate consegue equilibrar ação rápida com estratégia, tornando as batalhas dinâmicas e satisfatórias.

PROGRESSÃO

O jogo segue um sistema de progressão clássico de RPG.

 Ao derrotar inimigos ganhamos experiência, subimos de nível e melhoramos atributos como vida, ataque e defesa.

 Outro elemento importante são as Matérias, que permitem usar magias e habilidades especiais.

 As matérias também evoluem com o uso, tornando-se mais poderosas ao longo da aventura.

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Fonte: Square Enix
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Fonte: Square Enix

 Para além disso, as armas têm um papel essencial na progressão. Cada uma possui habilidades únicas e pode ser melhorada através de um sistema de upgrades. Estas melhorias permitem aumentar atributos e desbloquear novas vantagens, dando ao jogador mais liberdade para adaptar cada personagem ao seu estilo de jogo.

 No geral, este sistema incentiva a experimentar diferentes combinações e estilos de jogo ao longo da aventura.

VISUAL E AMBIENTAÇÃO

 O visual é outro dos pontos onde o jogo se destaca.

 Desde os cenários detalhados até aos modelos expressivos das personagens, Final Fantasy VII Remake é um jogo visualmente impressionante.

 Midgar é uma enorme cidade dividida em sectores. Nos sectores superiores vivem as classes mais privilegiadas. Já nos sectores inferiores vive grande parte da população, em condições muito mais difíceis.

 O jogo consegue transmitir muito bem esse contraste.

 Enquanto as zonas ricas apresentam uma arquitetura moderna e tecnológica, os sectores mais pobres mostram edifícios degradados, mercados improvisados e ruas cheias de pessoas.

 A ambientação é tão bem construída que conseguimos sentir-nos realmente dentro daquele mundo.

 As expressões faciais das personagens também são bastante detalhadas, ajudando a transmitir emoções e reforçando a personalidade de cada uma.

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Fonte: Square Enix
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Fonte: Square Enix
SOM E BANDA SONORA

 Se há algo em que os jogos da Square Enix raramente falham, é na banda sonora.

 O remake traz de volta o compositor Nobuo Uematsu, responsável por muitos dos temas clássicos da série, que aqui regressam com novos arranjos orquestrais.

 Cada faixa surge no momento certo, reforçando o impacto emocional das cenas.

 Uma das músicas que mais me marcou foi o tema de Tifa. A faixa utiliza tons suaves e transmite uma sensação de calma e conforto. Surge após um momento de grande tensão na história, quando os personagens finalmente encontram algum descanso.

 O trabalho de efeitos sonoros também merece destaque. Sons da multidão, passos, golpes, magias e música de fundo juntam-se para criar uma experiência mais imersiva.

 Também vale a pena mencionar o trabalho dos atores de voz, que conseguem transmitir muito bem a personalidade e emoções das personagens.

PONTOS FORTES

• Mundo e personagens cativantes

• Ambientação imersiva

• Combate dinâmico

• Banda sonora fenomenal

PONTOS FRACOS

• Missões secundárias repetitivas

• Alguns momentos da história arrastam-se demasiado

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Para quem nunca jogou o original, Final Fantasy VII Remake é uma excelente porta de entrada para este universo.

 Apesar da decisão de dividir a história em três partes não ser a mais favorável para os jogadores, o jogo compensa com um mundo fascinante, personagens memoráveis e uma banda sonora incrível.

 Graças a este remake, tornei-me fã deste universo, das suas personagens e das suas músicas, que hoje estão entre as minhas favoritas no mundo dos videojogos.

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NOTA

E tu, jogaste o Final Fantasy VII original? Ou, tal como eu, foste introduzido neste universo através do remake?

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AUTOR

Jordão Alves

 Os videojogos fazem parte da minha vida, não apenas como entretenimento, mas como experiências capazes de transmitir emoções e contar histórias memoráveis.

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